UEM 2020: Sobre o poema “Siderações”, de Cruz e Sousa, assinale o que for correto

Para as Estrelas de cristais gelados
As ânsias e os desejos vão subindo,
Galgando azuis e siderais noivados,
De nuvens brancas a amplidão vestindo
Num cortejo de cânticos alados
Os arcanjos, as cítaras ferindo,
Passam das vestes nos troféus prateados,
As asas de ouro finamente abrindo...
Dos etéreos turíbulos de neve
Claro incenso aromal, límpido e leve,
Ondas nevoentas de Visões levanta...
E as ânsias e desejos infinitos
Vão com os arcanjos formulando ritos
De Eternidade que nos astros canta...
(SOUSA, J. da C. Poesias completas: broquéis, faróis, últimos sonetos.
Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. p. 26-27).

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UEM 2020: Sobre o poema “Siderações”, de Cruz e Sousa, assinale o que for correto.

01) A musicalidade, concretizada nas figuras sonoras como aliteração (“cortejo de cânticos”) e assonância (“Para as Estrelas”), somada às figuras de linguagem como a sinestesia (“Claro incenso aromal, límpido e leve”), contribui para sugerir um ritmo harmonioso e uma atmosfera vaga, fluida, sideral e abstrata.

02) A alusão a determinadas marcas da primeira geração do Romantismo brasileiro, especialmente àquelas que se referem ao nativismo, ao nacionalismo, à ufania e à busca da cor local, evidencia o parentesco entre o ideário romântico e a estética simbolista.

04) O soneto é escrito em versos decassílabos (também denominados de alexandrinos) e apresenta rimas internas. As “ânsias e os desejos” tentam subir na direção do espaço sideral, mas são reprimidos e impedidos pelas “Ondas nevoentas” de alcançar a eternidade.

08) O culto do panteísmo e o rigor formal, aliados a expressões como “as cítaras ferindo”, “Dos etéreos” e “cânticos alados”, revelam um retorno aos ideais clássicos e certa similaridade com a estética parnasiana, especialmente no que se refere às características de impassibilidade e de racionalidade.

16) Os efeitos cromáticos, evidenciados principalmente nas cores azul e branca, e a utilização de vocabulário religioso, recorrente na estética simbolista (“cortejo”, “turíbulos”, “arcanjos”), acentuam o clima nebuloso, de mistério e de transcendência do poema.

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