No segundo parágrafo do texto, empregam-se as aspas no termo “condenado” para

 Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 05 a 08.


O silêncio é a matéria significante por excelência, um continuum significante. O real da comunicação é o silêncio. E como o nosso objeto de reflexão é o discurso, chegamos a uma outra afirmação que sucede a essa: o silêncio é o real do discurso.

O homem está “condenado” a significar. Com ou sem palavras, diante do mundo, há uma injunção à “interpretação”: tudo tem de fazer sentido (qualquer que ele seja). O homem está irremediavelmente constituído pela sua relação com o simbólico.

Numa certa perspectiva, a dominante nos estudos dos signos, se produz uma sobreposição entre linguagem (verbal e não-verbal) e significação.

Disso decorreu um recobrimento dessas duas noções, resultando uma redução pela qual qualquer matéria significante fala, isto é, é remetida à linguagem (sobretudo verbal) para que lhe seja atribuído sentido.

Nessa mesma direção, coloca-se o “império do verbal” em nossas formas sociais: traduz-se o silêncio em palavras. Vê-se assim o silêncio como linguagem e perde-se sua especificidade, enquanto matéria significante distinta da linguagem.
(Eni Orlandi. As formas do silêncio, 1997.)


UNIFESP 2013 - QUESTÃO 06
No segundo parágrafo do texto, empregam-se as aspas no termo “condenado” para

(A) atribuir-lhe um segundo sentido, equivalente a culpado.

(B) reforçar-lhe o sentido contextual, equivalente a predestinado.

(C) marcá-lo com sentido conotativo, equivalente a reprovável.

(D) enfatizar-lhe o sentido denotativo, equivalente a desgraçado.

(E) destituí-lo do sentido literal, equivalente a buliçoso.


QUESTÃO ANTERIOR:

GABARITO:
(B) reforçar-lhe o sentido contextual, equivalente a predestinado.

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