Prova Encceja 2018 - Língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes e educação física - Ensino Fundamental - com Gabarito

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Prova Encceja 2018 - Língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes e educação física - Ensino Fundamental - com Gabarito
- Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos -

QUESTÃO 01

quem é esse cara diz ele que é o dono da casa

(ENCCEJA 2018) Essa charge apresenta uma crítica bem humorada sobre a proliferação do mosquito transmissor da dengue. O humor no texto é construído a partir da conjugação da

A) atitude invasiva dos mosquitos, com o uso da expressão “diz ele...”.

B) expressão irritadiça do dono da casa e da fala “...esse cara”.

C) ação dos mosquitos abrindo a geladeira, com a expressão “dono da casa”.

D) presença de mosquitos da dengue relaxando no sofá, com a pergunta “Quem é...”.

GABARITO.

QUESTÃO 02
O cão e a carne

Ia um cão atravessando um rio; levava na boca um bom pedaço de carne. No fundo da água, viu a sombra da carne; era muito maior. Cobiçoso, soltou a que tinha na boca para agarrar na outra; por mais, porém, que mergulhasse, não alcançou.
Disponível em: www.ebooksbrasil.org. Acesso em: 25 set. 2013 (adaptado).

(ENCCEJA 2018) A fábula é um texto cujos personagens, geralmente, são animais com características humanas.

O objetivo desse texto é apresentar

A) exemplos de vida.
B) denúncias sociais.
C) ensinamentos morais.
D) experiências pessoais.

GABARITO.

QUESTÃO 03
"Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?"
"Infelizmente, cavalheiro..."
"Ora, você sabe do que eu estou falando."
"Estou me esforçando, mas..."
"Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?"
"Se o senhor diz, cavalheiro."
"Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber
o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero."
"Sim, senhor. Pontudo numa ponta."
"Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?"
VERISSIMO, L. F. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1982.

(ENCCEJA 2018) Analisando o diálogo apresentado no texto, percebe-se que falhas na comunicação poderiam ser minimizadas se o consumidor

A) empregasse marcas de oralidade.
B) evitasse expressões imprecisas.
C) eliminasse a representação gestual.
D) usasse a linguagem informal.

GABARITO.

QUESTÃO 04
(ENCCEJA 2018) De acordo com o Manifesto do Fair Play, parte-se do entendimento de que alguns de seus conceitos básicos são: o respeito às regras, o respeito ao árbitro e a aceitação de suas decisões, o respeito ao adversário, o desejo de igualdade, e a dignidade (não violência). Aqui, destaca-se também o papel dos pais, dos treinadores e dos atletas profissionais na busca da prática do jogo limpo e honesto.
UNESCO. Cadernos de referência de esporte 10: Valores no esporte.
Brasília: Fundação Vale, 2013 (adaptado).

É reconhecida como uma atitude contrária ao valor do fair play o(a)

A) respeito aos resultados de uma partida, aceitando a derrota.

B) uso do doping para melhoria do desempenho e da vitória no esporte.

C) prática não violenta do esporte, mesmo que seja de contato físico.

D) participação em comissões de atletas em prol da mudança das regras do esporte.

GABARITO.

QUESTÃO 05
Connect and Share with the People in your Life

It's free and always will be

(ENCCEJA 2018) Ao preencher o formulário eletrônico, o internauta

A) substitui um e-mail por outro.
B) envia convites de aniversário.
C) solicita uma assinatura digital.
D) cria conta em uma rede social.

GABARITO.

QUESTÃO 06
Perú

En las arenas del desierto. Un lugar único en el mundo, lleno de misterio y misticismo, con maravillosas formas de inmensas figuras y líneas de espectacular perfección. Trabajo de una muy antigua civilización peruana, las Líneas de Nazca, lugar declarado como Patrimonio Cultural de la Humanidad por Unesco. También se le ofrece visitar los complejos arqueológicos de Cahuachi, Estaquería, Chauchilla, Cantayoc y los geoglifos de Palpa.
Disponível em: www.go2peru.com. Acesso em: 6 set. 2014.

(ENCCEJA 2018) Ao empregar palavras como “único”, “lleno”, “maravillosas” e “espectacular”, o autor do texto pretende

A) informar sobre pontos turísticos do país.

B) incentivar a visitação a um ponto turístico do Peru.

C) comunicar o reconhecimento do Peru como patrimônio cultural.

D) sensibilizar sobre a importância da preservação de pontos turísticos.

GABARITO.

QUESTÃO 07

(ENCCEJA 2018) O termo “Sorry”, em destaque no cartaz, chama a atenção do leitor para uma situação que pode ser

(ENCCEJA 2018) O termo “Sorry”, em destaque no cartaz, chama a atenção do leitor para uma situação que pode ser

A) prevenida.
B) superada.
C) desculpada.
D) questionada.

GABARITO.

QUESTÃO 08

importante descubrimento cientifico

(ENCCEJA 2018) A charge tem a função social de provocar reflexões a respeito de questões cotidianas por meio da crítica e do humor. Essa charge apresenta uma crítica social ao fato de

A) as pessoas idosas e as mulheres grávidas serem sonolentas.

B) as viagens de ônibus causarem sono, por serem muito lentas.

C) o ser humano desrespeitar as regras de convivência em sociedade.

D) os assentos no transporte coletivo serem insuficientes para todos os passageiros.

GABARITO.

QUESTÃO 09
Como as aranhas fazem sua teia?

As aranhas têm 2, 4 ou 6 tubinhos no abdômen, chamados fiandeiras. Para fazer as teias, o líquido que sai das fiandeiras endurece, adquirindo a forma de fios, como naquela máquina que faz algodão-doce. As teias funcionam como armadilhas para insetos, dos quais as aranhas se alimentam.
DUARTE, M. A arca dos bichos. São Paulo: Cia. das Letrinhas, 1999.

(ENCCEJA 2018) O texto apresenta uma explicação fundamentada nas ciências sobre o mecanismo de confecção de teias de aranha. Esse texto tem o papel predominante de

A) convencer.
B) informar.
C) entreter.
D) narrar.

GABARITO.

QUESTÃO 10

meninos brincando de pau na lata

brincando de peteca

Basta alguém ter passado dos trinta para se lembrar perfeitamente de uma infância sem telefone celular, tablets ou computadores. Para estudar, divertir-se e passar o tempo, não havia o virtual: além do mundo real, só mesmo a nossa imaginação – e ela, nossa imaginação, era quem sempre melhor nos acompanhava na hora das brincadeiras infantis.

Talvez pareça espantoso, mas as crianças divertiam-se tanto ou mais no passado, sem virtualidade nem tanta tecnologia, quanto hoje. Livros, gibis, jogos, bonecos, correr, dançar, andar de bicicleta e brincar de forma geral – além, é claro, dos próprios amigos – faziam a felicidade da criançada.
Disponível em: www.londrinando.com. Acesso em: 17 mar. 2018 (adaptado).

(ENCCEJA 2018) Com base no texto, as brincadeiras são identificadas como um(a)

A) prática com dimensões cultural e histórica.

B) aspecto que desapareceu do cotidiano das crianças.

C) resultado da virtualidade e da tecnologia no mundo real.

D) atividade presente somente na infância de pessoas mais velhas.

GABARITO.

QUESTÃO 11

De acordo com a evolução apresentada na imagem, identificamos que os idosos

(ENCCEJA 2018) De acordo com a evolução apresentada na imagem, identificamos que os idosos

A) perdem massa óssea em função da falta de exercícios.

B) modificam os padrões de movimento e de estética ao longo do tempo.

C) possuem uma representação fragilizada em termos de aptidão física.

D) caracterizam uma parte da população com alto índice de sedentarismo.

GABARITO.

QUESTÃO 12

modelar o barro antes da queima

(ENCCEJA 2018) A imagem revela uma técnica usada por povos indígenas brasileiros para a preparação de utensílios, que consiste em

A) modelar o barro antes da queima.

B) trançar a palha para se produzir a cestaria.

C) entalhar a madeira para confeccionar a gamela.

D) juntar as cordas para formar a trama da tecelagem.

GABARITO.

QUESTÃO 13
Cidadania (do latim, civitas, "cidade") é o conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive.

O conceito de cidadania sempre esteve fortemente atrelado à noção de direitos, no entanto, dentro de uma democracia, a própria definição de Direito pressupõe a contrapartida de deveres, uma vez que em uma coletividade os direitos de um indivíduo são garantidos a partir do cumprimento dos deveres dos demais componentes da sociedade.
Disponível em: www.temmaisbauru.com.br. Acesso em: 10 ago. 2014.

(ENCCEJA 2018) O texto constrói sua argumentação a partir da

A) ampliação das ideias sobre a cidadania.

B) descrição dos direitos dos cidadãos.

C) enumeração dos deveres dos cidadãos.

D) discussão das condições da cidadania.

GABARITO.

QUESTÃO 14

GIACOMETTI, A. A floresta.

(ENCCEJA 2018) Na escultura “A floresta”, o artista Giacometti permite que o observador complete o sentido da obra a partir da

A) matéria-prima dos objetos dispostos.

B) localização das formas no espaço.

C) aparência inacabada das formas.

D) verticalidade das figuras.

GABARITO.

QUESTÃO 15
(ENCCEJA 2018) Envelhecer é guardar tesouros culturais, testemunhos históricos, garantir patrimônios significativos da realidade de uma família, de um povo, de uma nação.

São eles, os velhos, os anciãos, que carregam e transmitem a cultura às novas gerações, tornando o passado presente e, dessa forma, ajudam a assentar os tijolos da identidade cultural de um grupo social para a construção do futuro.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br. Acesso em: 10 jul. 2015.

No conjunto dos patrimônios culturais imateriais do Brasil, estão

A) os sítios de valor histórico.

B) as criações tecnológicas.

C) os documentos culturais.

D) as narrativas dos antepassados.

GABARITO.

QUESTÃO 16
Escola da mestra Silvina

Minha escola primária...
Escola antiga de antiga mestra.
Repartida em dois períodos
para a mesma meninada,
Das 8 às 11, da 1 às 4.
Nem recreio, nem exames.
Nem notas, nem férias.
Sem cânticos, sem merenda...
Digo mal – sempre havia
distribuídos
alguns bolos de palmatória...
A granel?
Não, que a mestra
era boa, velha, cansada, aposentada.
Tinha já ensinado a uma geração
antes da minha.
CORALINA, C. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais.
São Paulo: Global, 1993.

(ENCCEJA 2018) Na reconstrução, pela memória, do ambiente escolar e de sua professora, o eu lírico recorre a elementos que expõem uma visão

A) irônica em relação às antigas práticas pedagógicas.

B) magoada pela infância de escassez e de maus tratos.

C) nostálgica em função da percepção do envelhecimento.

D) questionadora acerca do perfil atual da escola e do aluno.

GABARITO.

QUESTÃO 17
Tantas palavras
Que eu conhecia
E já não falo mais, jamais
Quantas palavras
Que ela adorava
Saíram de cartaz

Nós aprendemos
Palavras duras
Como dizer perdi, perdi
Palavras tontas
Nossas palavras
Quem falou não está mais aqui.
CHICO BUARQUE. Tantas palavras.
São Paulo: Cia. das Letras, 2006 (fragmento).

(ENCCEJA 2018) No texto, o lirismo foi construído com a exploração da linguagem em suas funções poética e metalinguística, conforme se depreende da

A) reflexão a respeito de um relacionamento amoroso a partir da maneira como o casal se comunica.

B) menção a termos relativos ao cinema a fim de valorizar as variedades da fala brasileira.

C) presença de ensinamentos a respeito de como deve ser o modo de falar dos leitores.

D) referência a sentimentos românticos para seduzir a mulher amada.

GABARITO.

QUESTÃO 18
(ENCCEJA 2018) Fui ver titia e ela continua insatisfeita com o poder aquisitivo do cruzeiro. Sabe muito bem que a inflação diminui, sabe muito bem que o produto bruto aumenta, mas acha que isso tudo, infelizmente, está custando a chegar no supermercado.

Diz que o problema é o custo do aluguel, o custo do feijão, da carne e do arroz. O resto, realmente, não interessa. Olhei para titia, com meus olhos sábios, e não pude deixar de sorrir com tristeza – o problema dela é que não consegue abandonar essa medíocre mania de querer simplificar a economia.
FERNANDES, M. 30 anos de mim mesmo.
Rio de Janeiro: Desiderata, 2006.

A realidade social vivida pelas personagens, no texto, adquire expressividade pelo olhar de um narrador

A) debochado quanto às diferentes visões sobre a riqueza.

B) saudosista em relação aos anos da sua infância rica.

C) cruel com o ponto de vista da tia sobre a economia.

D) detalhista no relato dos fatos do seu tempo.

GABARITO.

QUESTÃO 19
A metamorfose

Valdirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi: “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois, mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.
VERISSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola.
São Paulo: Objetiva, 2010 (fragmento).

(ENCCEJA 2018) Inspirado na obra A metamorfose, de Franz Kafka, o narrador mostra uma face do relacionamento humano, aqui representada pelo

A) questionamento quanto ao trabalho do homem.

B) projeto de enriquecimento e de conquistas sociais.

C) egoísmo da vida em comum, marcada pela indiferença.

D) desapego inspirado pela certeza da brevidade da vida.

GABARITO.

QUESTÃO 20
A incapacidade de ser verdadeiro

Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.

A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo.

Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa, como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico.

Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
— Não há nada a fazer, Dona Coló. Esse menino é mesmo um caso de poesia.
ANDRADE, C. D. Rick e a girafa. São Paulo: Ática, 2001.

(ENCCEJA 2018) A sequência dos fatos que culminou na decisão da mãe de Paulo de levá-lo ao médico é estabelecida, no texto, pelo emprego das seguintes palavras:

A) "mentiroso", "voador" e "sétimo".

B) "borboletas", "chácara" e "tapete".

C) "Um dia", "na semana seguinte" e "Quando".

D) "Siá Elpídia", "Dr. Epaminondas" e "Dona Coló".

GABARITO.

QUESTÃO 21
Os automóveis invadem a cidade

Naqueles tempos, a vida em São Paulo era tranquila. Poderia ser ainda mais, não fosse a invasão cada vez maior dos automóveis importados, circulando pelas ruas da cidade; grossos tubos, situados nas laterais externas dos carros, desprendiam, em violentas explosões, gases e fumaça escura.

Estridentes fonfons de buzinas, assustando os distraídos, abriam passagem para alguns deslumbrados motoristas que, em suas desabaladas carreiras, infringiam as regras de trânsito, muitas vezes chegando ao abuso de alcançar mais de 20 quilômetros à hora, velocidade permitida somente nas estradas. Fora esse detalhe, o do trânsito, a cidade crescia mansamente.

Não havia surgido ainda a febre dos edifícios altos; nem mesmo o “Prédio Martinelli” – arranha-céu pioneiro em São Paulo, se não me engano do Brasil – fora ainda construído. Não existia rádio, e televisão, nem em sonhos. Não se curtia som em aparelhos de alta-fidelidade. Ouvia-se música em gramofones de tromba e manivela. Havia tempo para tudo, ninguém se afobava, ninguém andava depressa.
GATTAI, Z. Anarquistas, graças a Deus. Rio de Janeiro: Record, 1986.

(ENCCEJA 2018) Esse trecho contribui para garantir a conservação da memória do nosso país, porque

A) a linguagem da população de São Paulo era pouco diversificada.

B) a linguagem utilizada indica um ritmo de vida acelerado na capital.

C) as palavras empregadas revelam traços linguísticos de uma determinada época.

D) as palavras usadas relacionam-se à indústria automobilística de São Paulo.

GABARITO.

QUESTÃO 22
Responsabilidade ambiental

Água é saúde, e saúde é qualidade de vida. Por isso, nossa empresa cuida da saúde da sua família e ajuda você a cuidar da saúde do planeta. É simples: quanto mais purificadores são instalados no Brasil, mais pessoas deixam de consumir água em garrafas e galões, produzindo menos lixo para o planeta. Além de oferecer água saudável e de reduzir a quantidade de lixo descartado, nossos purificadores promovem a redução no consumo de energia elétrica.
Disponível em: www.europa.com.br. Acesso em: 18 ago. 2014 (adaptado).

(ENCCEJA 2018) Nesse texto, além de vender um produto, a propaganda desenvolve uma ideia sobre o(a)

A) conscientização da população em geral sobre a importância do consumo de água limpa.

B) orientação da população em relação aos efeitos do desperdício de água para as próximas gerações.

C) informação aos consumidores a respeito dos riscos de beber água imprópria para o consumo.

D) convencimento do consumidor sobre a responsabilidade da empresa com a saúde e com o meio ambiente.

GABARITO.

QUESTÃO 23

Isto é, n. 2 273, 12 jun. 2013 (adaptado)

(ENCCEJA 2018) Para convencer os empresários a adotarem os serviços de uma entidade, o anúncio publicitário utiliza como argumento os resultados positivos relacionados ao(à)

A) qualidade de vida.
B) investimento na saúde.
C) produtividade da empresa.
D) bem-estar dos funcionários.

GABARITO.

QUESTÃO 24
Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada
Com uma cuia de esmola e uma viola na mão
O povo parou para ouvir, ele agradeceu as moedas
E cantou essa música, que contava uma história
Que era mais ou menos assim:

Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais

Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi

Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros para floresta
pro Quilombo dos Palmares
Eu vi.
SEIXAS, R; COELHO, P. Há 10 mil anos atrás. São Paulo: Som 13, 1976.

(ENCCEJA 2018) O processo de criação, muitas vezes, apropria-se de textos e de ideias presentes em outros textos. Isso ocorre nos seguintes versos da canção:

A) “Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada / Com uma cuia de esmola e uma viola na mão”

B) “O povo parou para ouvir, ele agradeceu as moedas / E cantou essa música, que contava uma história”

C) “Eu nasci há dez mil anos atrás / e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais”

D) “Eu vi a arca de Noé cruzar os mares / Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares”

GABARITO.

QUESTÃO 25
TEXTO I

porque e tao importante amamentar

TEXTO II
A polêmica da amamentação
Mães têm sido punidas por amamentar seus filhos em público

Na Espanha, uma jovem de 22 anos perdeu a guarda de sua filha, de 1 ano e 3 meses, sob a acusação de amamentá-la demais. Aqui no Brasil, uma mãe foi proibida de amamentar seu bebê enquanto visitava uma exposição, na capital paulista. Mas, se o aleitamento materno é uma característica natural da humanidade, por que esse tema gera tanta polêmica atualmente?

Segundo a historiadora de uma universidade paulista, “o ato de amamentar sempre está ligado a algo sagrado e, portanto, deve ser reservado e preservado. Por isso tanta gente se incomoda ao ver uma mãe amamentando em público.”

Na opinião de um psicoterapeuta e professor da PUC-SP, “com a maior exposição atual do corpo feminino, o seio passou a ter mais apelo erótico do que alimentar.” O que as mamães mais desejam é reverter essa situação.
Disponível em: http://istoe.com.br. Acesso em: 13 mar. 2018 (adaptado).

(ENCCEJA 2018) Comparando os textos que tratam da amamentação, percebe-se que tal fato é

A) visto de modo equivocado na campanha e também na reportagem.

B) exaltado como algo recomendável na reportagem e como crime na campanha.

C) tratado do ponto de vista da saúde na reportagem e da perspectiva estatal na campanha.

D) interpretado como prática sagrada pela reportagem e como medicinal pela campanha.

GABARITO.

QUESTÃO 26
O Lavrador

Esse homem deve ser de minha idade – mas sabe muito mais coisas. Era colono em terras mais altas, se aborreceu com o fazendeiro, chegou aqui ao Rio Doce quando ainda se podia requerer duas colônias de cinco alqueires “na beira da água grande” quase de graça. Brocou a mata com a foice, depois derrubou, queimou, plantou seu café.

Explica-me: “Eu trabalho sozinho, mais o menino meu.” Seu raciocínio quando veio foi este: “Vou tratar de cair na mata; a mata é do governo, e eu sou fio do Estado, devo ter direito.” Confessa que sua posse até hoje não está legalizada: “Tenho de ir a Linhares, mas eu magino esse aguão...”
BRAGA, R. 200 crônicas escolhidas. Rio Janeiro: Record, 2004.

(ENCCEJA 2018) Nesse texto, as falas do homem descrito pelo narrador são marcadas por aspas e algumas palavras grafadas em itálico. Esses destaques caracterizam uma variedade linguística

A) etária, pois os homens tinham a mesma idade.

B) de região, pois o fato ocorreu em Linhares.

C) de registro, pois indicam falas informais.

D) social, pois se referem ao dialeto caipira.

GABARITO.

QUESTÃO 27
Pela preservação de Luziânia

Índios, escravos, garimpeiros, pequenos comerciantes e grandes fazendeiros habitavam as terras hoje ocupadas pelo Distrito Federal muito antes da chegada dos candangos.

Desse período, ainda há construções nas áreas rurais e urbanas do Entorno. No entanto, são cada vez mais raras. Um dos mais ricos acervos se concentra na rua do Rosário, em Luziânia, fundada como Santa Luzia, em 13 de dezembro de 1746, por bandeirantes em busca de ouro.

Para preservar o que resiste, o Ministério Público de Goiás propôs uma ação civil pública contra a prefeitura, pedindo o fim do tráfego de veículos no centro histórico da cidade distante 70 km de Brasília.

O trânsito de caminhões está proibido na rua do Rosário há um ano. No entanto, sem fiscalização, a norma é desrespeitada. Há apenas uma placa de advertência, mas nenhuma barreira. Com isso, os casarões e outros prédios centenários têm suas estruturas abaladas.
ALVES, R.; STACCINARI, I. Correio Braziliense, 20 jul. 2014 (adaptado).

(ENCCEJA 2018) A matéria trata da medida imposta pelo Ministério Público em relação à preservação do patrimônio histórico da cidade de Luziânia. A palavra que define a atitude dos motoristas de caminhão a respeito dessa determinação é

A) represália.
B) destruição.
C) transgressão.
D) desconhecimento.

GABARITO.

QUESTÃO 28
O coronel recusou a sopa.
— Que é isso, Juca? Está doente?
O coronel coçou o queixo. Revirou os olhos. Quebrou um palito. Deu um estalo com a língua.
— Que é que você tem, homem de Deus?
 O coronel não disse nada. Tirou uma carta do bolso de dentro. Pôs os óculos. Começou a ler:
Exmo. Snr. Coronel Juca.
— De quem é?
— Do administrador da Santa Inácia.
— Já sei. Geada?
— Escute. Exmo. Snr. Coronel Juca. Respeitosas Saudações. Em primeiro lugar Saudo-vos.
V.Ecia. e D. Nequinha. Coronel venho por meio desta respeitosamente comunicar para V. E. que o cafezal novo agradeceu bastante as chuvarada desta semana. E tal e tal e tal. Me acho doente diversos incômodos divido o serviço.
— Coitado.
MACHADO, A. A. Notas biográficas do novo deputado.
In: OLIVEIRA, N. Histórias de imigrantes.
São Paulo: Scipione, 2007 (adaptado).

(ENCCEJA 2018) Os trechos em itálico no texto sinalizam o que foi escrito pelo remetente da carta. Embora o personagem administrador da Santa Inácia inicie o recado na norma-padrão, em outros momentos usa “as chuvarada” (sem o “s” de plural), “divido o” em lugar de “devido ao”, demonstrando

A) aproximar a linguagem ao entendimento do coronel.

B) ajustar os termos ao contexto de interlocução.

C) ser acessível à situação informal de comunicação.

D) ter dificuldades no domínio dessa variante.

GABARITO.

QUESTÃO 29
Amigo, não tenha quêxa,
Veja que eu tenho razão
Em lhe dizê que não mêxa
Nas coisa do meu sertão.
Pois, se não sabe o colega
De quá manêra se pega
Num ferro pra trabaiá,
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mêxo aí,
Cante lá que eu canto cá.

Repare que a minha vida
É deferente da sua.
A sua rima pulida
Nasceu no salão da rua.
Já eu sou bem deferente,
Meu verso é como a simente
Que nasce inriba do chão;
Não tenho estudo nem arte,
A minha rima faz parte
Das obra da criação.
PATATIVA DO ASSARÉ. Cante lá que eu canto cá.
Petrópolis: Vozes, 1992 (fragmento).

(ENCCEJA 2018) O registro de palavras do texto demarca a identidade do povo sertanejo. Nesse contexto, as variações linguísticas utilizadas são frutos de fatores sociais que podem desencadear preconceito, como é evidenciado nos versos:

A) “Já eu sou bem deferente,/ Meu verso é como a simente / Que nasce inriba do chão”.

B) “Amigo, não tenha quêxa,/ Veja que eu tenho razão/ Em lhe dizê que não mêxa / Nas coisa do meu sertão”.

C) “Não tenho estudo nem arte,/ A minha rima faz parte/ Das obra da criação”.

D) “Por favô, não mêxa aqui,/ Que eu também não mêxo aí,/ Cante lá que eu canto cá ”.

GABARITO.

QUESTÃO 30
Diminutivos

Sempre pensei que ninguém batia o brasileiro no uso do diminutivo, essa nossa mania de reduzir tudo à mínima dimensão, seja um cafezinho, um cineminha ou uma vidinha. "Operação", por exemplo. É uma palavra assustadora.

Pior do que "intervenção cirúrgica", porque promete uma intervenção muito mais radical nos intestinos. Já uma operaçãozinha é uma mera formalidade. Anestesia local e duas aspirinas depois. Uma coisa tão banal que quase dispensa a presença do paciente.

No Brasil, usa-se o diminutivo principalmente em relação à comida.
— Mais um feijãozinho?
— Um pouquinho.
— E uma farofinha?
— Ao lado do arrozinho?
— Isso.
O diminutivo é também uma forma de disfarçar o nosso entusiasmo pelas grandes porções.
E tem um efeito psicológico inegável.
— E agora, um docinho.
E surge um tacho de ambrosia que é um porta-aviões.
VERISSIMO, L. F. Comédia da vida privada:101 crônicas escolhidas.
Porto Alegre: LP&M, 1994 (adaptado).

(ENCCEJA 2018) Além de indicar a redução de tamanho, as palavras usadas no diminutivo podem apresentar outros sentidos. No texto, o diminutivo também foi empregado para

A) demonstrar a intensidade do que se queria dizer.

B) ressaltar uma forma carinhosa de tratamento.

C) reproduzir exatamente o significado das palavras.

D) atenuar o impacto das palavras que se desejava usar.

GABARITO.

PLL

QUESTÃO 01

e maio ambiente, existe

Texto extraído de uma propaganda usada pela Companhia Vale do Rio Doce, criada pela Agência Contemporânea.

(ENCCEJA 2018) Observa-se, no texto, que as palavras “meio” e “meia” transmitem o sentido de metade, parte de um todo. Entretanto, a expressão “meio ambiente”, que aparece abaixo da imagem, apresenta outro sentido, que é o mesmo que aparece na frase:

A) Maria ficou meio preocupada com a notícia.

B) Algumas crianças pobres vivem em nosso meio.

C) O sofá ficou meio fora do lugar atrapalhando tudo.

D) O dinheiro só deu para comprar meio quilo de pão.

GABARITO.

QUESTÃO 02
Abreviar é preciso?

Quem nunca abreviou uma anotação de aula para não perder o que o professor estava falando? E as siglas com as quais nos deparamos todos os dias?

O mundo digital é apenas mais um contexto em que abreviar palavras ajuda a agilizar a comunicação. Eis algumas dessas formas abreviadas de escrever:

Vc – você;
Blz – beleza;
Fds – fim de semana;
Kd – cadê.

Além das abreviaturas, as interações por computador também usam os emoticons. Esse termo inglês une as palavras emotion e icon e significa “ícone para emoção”. Atualmente, já se usam imagens como emoticons, mas, inicialmente, eles eram criados apenas com caracteres do teclado:

:-) feliz, alegre;
:-P mostrando a língua;
:-( triste, não gostei.
SOUZA, A. L. S.; CORTI, A. P.; MENDONÇA, M. Letramentos
no ensino médio. São Paulo: Parábola, 2012.

(ENCCEJA 2018) A interação on-line é mais uma possibilidade de usar formas abreviadas de palavras, siglas e emoticons no texto escrito. Esse registro informal é facilitador

A) dos assuntos discutidos nos textos.

B) da intimidade estabelecida com o leitor.

C) da agilidade de transmissão e de recepção das mensagens.

D) das mensagens transmitidas pelos internautas.

GABARITO.

QUESTÃO 03
(ENCCEJA 2018) Ao chegar a casa, uma mulher foi surpreendida pelo seguinte bilhete escrito por sua filha: “Um amigo seu ligou e pediu que a senhora ligasse pra ele. Ele disse que a senhora tem o número.”

Para que a comunicação entre as pessoas se efetive, são obrigatórias algumas informações. A leitura do texto permite compreender que a mãe não pode entrar em contato com seu amigo porque o texto omitiu dados importantes. Que informação que não consta no bilhete é relevante para que a mãe consiga retornar a ligação para seu amigo?

A) O prazo para que a mãe entrasse em contato.

B) O horário em que a filha recebeu a ligação.

C) O assunto a ser tratado na ligação.

D) A identificação do amigo.

GABARITO.

QUESTÃO 04

 MESTRE VITALINO. Retirantes.

(ENCCEJA 2018) O trabalho do artista Mestre Vitalino ilustra uma situação comum em algumas regiões do país, com a representação de famílias de retirantes nordestinos. Mestre Vitalino, ao abordar esse tipo de representação, aborda temas

A) do folclore e da mitologia nordestinos.

B) do patrimônio material nordestino.

C) do meio ambiente regional.

D) da memória social local.

GABARITO.

QUESTÃO 05
TEXTO I

Índios
Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
RENATO RUSSO. Disponível em: http://multishow.globo.com.
Acesso em: 13 set. 2013 (fragmento).

TEXTO II

O Brasil foi descoberto ou invadido?
A terra que é descoberta
Todos sabem muito bem
Não existem habitantes
O ser humano está distante
Ali não mora ninguém
ARAÚJO, J. Disponível em: www.pucrs.br.
Acesso em: 13 set. 2013 (fragmento).

(ENCCEJA 2018) A canção e o cordel, como manifestações populares, discutem o início da história do Brasil. Cada texto apresenta seus argumentos, no entanto, ambos convergem ao

A) ponderarem a acidental chegada dos portugueses.

B) ilustrarem o encontro cultural entre índios e europeus.

C) criticarem a maneira como ocorreu a tomada do território.

D) explicarem o avistamento da nova terra e de seus habitantes.

GABARITO.

QUESTÃO 06
Viver ou sonhar?
Com esta dúvida, você passa a vida sonhando.
Viver e sonhar!
Com esta certeza, você começa a viver seus sonhos.
ZULPO, A. Disponível em: http://frasescurtas.info.
Acesso em: 20 set. 2013.

(ENCCEJA 2018) A poesia se constrói a partir do trabalho com os elementos linguísticos em destaque. As relações de sentido estabelecidas pelas conjunções são de

A) conclusão e explicação.

B) alternância e soma.

C) finalidade e tempo.

D) condição e oposição.

GABARITO.

QUESTÃO 07

O texto não verbal apresentado visa enfatizar uma grande mudança

(ENCCEJA 2018) O texto não verbal apresentado visa enfatizar uma grande mudança para as mulheres que trabalham na função de empregada doméstica. Que mudança é essa?

A) A possibilidade de especialização na área de limpeza.

B) A autonomia quanto ao uso de uniforme durante o expediente.

C) O fortalecimento da relação de confiança entre patrão e empregado.

D) A garantia de direitos trabalhistas para a profissão de empregado doméstico.

GABARITO.

QUESTÃO 08
Pollice verso

— É uma pericardite aguda agravada por uma flegmasia hepático-renal.
O doente arregalou o olho. Nunca imaginara que dentro de si morassem doenças tão bonitas, embora incompreensíveis.
— E é grave doutor? — perguntou a mulher, assustada.
— É e não é! — respondeu o sacerdote. [...]
— Então? — perguntou-lhe o doente. — Fiz ou não fiz bem em chamar este moço?
— Parece... Deus queira tenhamos acertado, porque isto de médicos é sorte.
— Não é tanto assim — reguingou o velho. — Os que sabem, conhecem-se por meia dúzia de palavras, e este moço, ou muito me engano, ou sabe o que diz. Fosse o Fortunato...
E riu-se lá consigo ao imaginar as doencinhas caseiras que o Fortunato descobriria nele...
LOBATO, M. Urupês. São Paulo: Globo, 2007.

(ENCCEJA 2018) A respeito de valoração linguística, nesse texto, a personagem doente valoriza o médico por usar

A) norma culta.
B) gírias desconhecidas.
C) termos médicos populares.
D) vocabulário técnico especializado.

GABARITO.

QUESTÃO 09
Calma.
É preciso ter calma no Brasil
calmina
calmarian
calmogen
calmovita.
Que negócio é esse de ansiedade?
Não quero ver ninguém ansioso.
O cordão dos ansiosos enfrentemos:
aspiran!
ansiotex!
ansiex ansiax ansiolax
ansiopax, amigos!
ANDRADE, C. D. Disponível em: http://educacao.uol.com.br.
Acesso em: 23 set. 2013.

(ENCCEJA 2018) O poema de Carlos Drummond de Andrade é um exemplo em que o autor recorre a um texto para construir outro. Para construir a coerência nesse poema, o leitor deve ter conhecimento sobre

A) nomes de remédios.
B) doenças psicológicas.
C) enfermidades diversas.
D) receitas prescritas por médicos.

GABARITO.

QUESTÃO 10

A tirinha trata da reação do menino ao fato de ter ganhado apenas um biscoito

(ENCCEJA 2018) A tirinha trata da reação do menino ao fato de ter ganhado apenas um biscoito. No trecho “Também, coitadinho”, o diminutivo utilizado pela menina expressa

A) ironia.
B) reforço.
C) tamanho.
D) afetividade.

GABARITO.

QUESTÃO 11
A língua do Brasil amanhã

Ouvimos com frequência opiniões alarmantes a respeito do futuro da nossa língua. Às vezes se diz que ela vai simplesmente desaparecer, ou que vai se “misturar” com o espanhol, formando o “portunhol”; ou, simplesmente, que vai se corromper pelo uso da gíria e das formas populares de expressão.

O que é que poderia ameaçar a integridade, ou a existência, da nossa língua? O primeiro fator, frequentemente citado, é a influência do inglês — o mundo de empréstimos que andamos fazendo para nos expressarmos sobre certos assuntos. Não se pode negar que o fenômeno existe; o que mais se faz hoje em dia é surfar, deletar ou tratar do marketing. Mas isso não significa o desaparecimento da língua portuguesa; empréstimos são um fato da vida, e sempre existiram.

Hoje pouca gente sabe disso, mas avalanche, alfaiate, tenor e pingue-pongue são palavras de origem estrangeira; hoje já se naturalizaram, e certamente ninguém vê ameaça nelas.
PERINI, M. A. A língua do Brasil amanhã e outro mistérios.
São Paulo: Parábola, 2004 (adaptado).

(ENCCEJA 2018) O texto aborda algumas crenças a respeito do futuro da língua portuguesa, como a ideia de que ela desaparecerá, mudará ou se misturará com outras línguas. Acerca da preservação do patrimônio linguístico brasileiro, o ponto de vista defendido pelo autor é o de que

A) o inglês, dentro de pouco tempo, deverá ser considerado o idioma universal.

B) os termos do espanhol e do inglês vão substituir a maioria das palavras em português.

C) a integridade da língua portuguesa não está ameaçada pelo uso de palavras do inglês.

D) as palavras e as expressões populares são uma ameaça à conservação da língua portuguesa.

GABARITO.

QUESTÃO 12
Vacina não é opção

Antes de ser erradicada com o uso maciço de vacinas, no final dos anos 1970, a varíola matou 500 milhões de pessoas. Os casos de poliomielite, doença que pode causar paralisia infantil, apresentaram uma queda de 99% desde 1988, graças, mais uma vez, à vacinação. Criadas em 1796, pelo médico britânico Edward Jenner, as vacinas deram início a uma revolução – tornando possível evitar a ocorrência de doenças letais e contagiosas.

Na contramão da ciência, contudo, há pais, no Brasil e no exterior, que optam por não vacinar os filhos contra doenças que deixaram de ser comuns, como o sarampo e a difteria. Alguns por acreditar em teorias exóticas e fraudulentas, outros por medo de que a vacina prejudique a saúde da criança. Por um motivo ou outro, a irresponsabilidade pode colocar em risco não só a saúde da criança, mas a de todos à sua volta.
Veja, n. 2 260, 14 mar. 2012 (adaptado).

(ENCCEJA 2018) O argumento que fundamenta a obrigatoriedade da vacinação infantil é o de que

A) o médico inglês Edward Jenner foi o homem que criou as vacinas.

B) alguns pais optam por não vacinar seus filhos contra doenças incomuns.

C) o uso de vacinas pode evitar a ocorrência de doenças letais e contagiosas.

D) as teorias assinalam que as vacinas podem prejudicar a saúde das crianças.

GABARITO.

QUESTÃO 13
JOÃO GRILO — Valha-me, Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré!
A vaca mansa dá leite, a braba dá quando quer.
A mansa dá sossegada, a braba levanta o pé.
Já fui barco, fui navio, mas hoje sou escaler.
Já fui menino, fui homem, só me falta ser mulher.
Valha-me, Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré!
SUASSUNA, A. Auto da compadecida.
Rio de Janeiro: Agir, 2004 (fragmento).

(ENCCEJA 2018) A presença da cultura popular nordestina transmite-se, no fragmento do Auto da compadecida, por uma combinação de

A) cantares litúrgicos e superstições do folclore.

B) cantigas de roda e brincadeiras de adivinhação.

C) jogral de vozes e desafios de cantadores.

D) literatura de cordel e trocadilhos de humor.

GABARITO.

QUESTÃO 14

Em uma ano, uma árcore

(ENCCEJA 2018) Qual é a função desse texto publicitário?

A) Expor a capacidade de uma árvore de promover a limpeza do ar.

B) Divulgar o poder de assimilação da água na prevenção das erosões.

C) Mostrar que as árvores são alvo da devastação promovida pelo homem.

D) Informar sobre os benefícios que uma árvore traz para o meio ambiente.

GABARITO.

QUESTÃO 15
Cálice

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

[...]

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
BUARQUE, C.; GIL, G. Cálice. In: Chico Buarque.
Rio de Janeiro: Philips, 1978 (fragmento).

(ENCCEJA 2018) A canção apresentada e composta em 1973 e, por causa da ditadura militar, gravada somente em 1978, tem como tema central

A) a extrema pobreza, expressa especialmente pelos versos “Mesmo calado o peito, resta a cuca/ Dos bêbados do centro da cidade.”

B) o silêncio imposto pela censura, retratado principalmente nos versos “Pai, afasta de mim esse cálice/ De vinho tinto de sangue.”

C) os jogos de poder e a corrupção, evidenciados nos versos “De muito gorda a porca já não anda/ De muito usada a faca já não corta.”

D) a manipulação do povo, abordada especialmente nos versos “Outra realidade menos morta/ Tanta mentira, tanta força bruta.”

GABARITO.

QUESTÃO 16
pelos caminhos que ando
um dia vai ser
só não sei quando.
LEMINSKI, P. Distraídos venceremos.
São Paulo: Brasiliense, 1987.

(ENCCEJA 2018) Esse poema de Paulo Leminski é classificado como um haicai (palavra de origem japonesa) porque apresenta três versos curtos. A mensagem do poema está centrada na

A) busca pelo grande amor.

B) incerteza da vida no presente.

C) expectativa da concretização de algo.

D) procura por soluções para problemas.

GABARITO.

QUESTÃO 17
Este é um desejo bem esquisito
mas existe.
Às vezes, exausta de mim,
queria ser outra pessoa
com outro rosto, outro corpo,
mas principalmente
outros talentos.
Se não sei dançar, a outra saberia,
se não sei nadar e não toco nenhum
instrumento, a outra saberia.
[...]
Se não sei costurar nem bordar
e a minha roupa anda sempre desarrumada,
a outra seria elegante.
E de trás pra frente, de frente
pra trás,
tudo seria diferente.
MURRAY, R. Desejo de ser outra pessoa.
Disponível em: www.roseanamurray.com.
Acesso em: 18 ago. 2014 (fragmento).

(ENCCEJA 2018) Ao expressar seus sentimentos, a poetisa usou um recurso estrutural típico desse gênero, que consiste em

A) organizar as ideias em versos.

B) usar as frases na ordem direta.

C) alternar frases curtas e longas.

D) agrupar termos de sentido comum.

GABARITO.

QUESTÃO 18

MILLET, J.-F. As respigadeiras. Óleo sobre tela. Museu d’Orsay, Paris, 1857.

Figura 1
MILLET, J.-F. As respigadeiras. Óleo sobre tela. Museu d’Orsay, Paris, 1857.

BANKSY. Agência de empregos.

Figura 2
BANKSY. Agência de empregos.

(ENCCEJA 2018) O quadro As respigadeiras é uma pintura do artista francês Jean-François Millet, um dos iniciadores do movimento artístico conhecido como Realismo, e retrata três camponesas que recolhem o que sobrou após a colheita dos proprietários da terra.

A obra Agência de empregos foi feita por um grafiteiro britânico que usa o pseudônimo de Banksy. Com suas obras, os dois artistas têm por objetivo

A) apresentar cenas belas e imaginárias.

B) fazer crítica às desigualdades sociais.

C) mostrar extravagância em seus trabalhos.

D) exibir habilidade para pintar com traços curvos.

GABARITO.

QUESTÃO 19
Descrição da vaga

Limpar as áreas sociais, incluindo o lobby, o restaurante, o bar, os banheiros sociais e as salas de reuniões, assim como as áreas internas, corredores, refeitório e vestiários, conforme escala elaborada pela gerência.

Arrumar e limpar os apartamentos conforme instrução de trabalho. Limpar e manter em perfeito estado de conservação o corredor social e a área de serviço do andar.

Organizar os carrinhos com todo o material necessário para a execução do trabalho. Verificar o funcionamento dos equipamentos nos apartamentos conforme instrução de trabalho. Em caso de conserto, emitir uma ordem de serviço para a manutenção.

Encaminhar para a governança ou gerência artigos perdidos e/ou esquecidos pelos hóspedes, os quais serão registrados no sistema. Auxiliar na arrumação do buffet do café da manhã, quando solicitado.
Disponível em: http://emprego.catho.com.br.
Acesso em: 28 abr. 2011 (adaptado).

(ENCCEJA 2018) O mercado de trabalho está cada vez mais exigente, independentemente da profissão que se desempenhe. Entre as atividades de uma arrumadeira, descritas no anúncio, a que exige que essa profissional redija textos em sua rotina de trabalho é a

A) limpeza das áreas de circulação.

B) arrumação dos apartamentos.

C) emissão de ordens de serviço.

D) organização dos materiais de trabalho.

GABARITO.

QUESTÃO 20

Em geral, textos e imagens se complementam em anúncios publicitários

(ENCCEJA 2018) Em geral, textos e imagens se complementam em anúncios publicitários. Nesse anúncio, a ilustração parcial de um avião e o texto que a acompanha indicam a

A) qualidade dos aviões da companhia.

B) noção de rapidez associada à internet.

C) comparação entre viagens aéreas e terrestres.

D) oferta de serviço de pesquisa de passagens aéreas.

GABARITO.

QUESTÃO 21
(ENCCEJA 2018) Nos anos 1970 do século XX, o Brasil viveu uma campanha ideológica alimentada, entre outros fatores, pela conquista da terceira Copa do Mundo de Futebol, em 1970, no México, sob o lema: “Brasil, ame-o ou deixe-o”.

Esse período ficou conhecido como os “anos de chumbo da ditadura”, devido à violenta repressão promovida contra opositores do regime militar.

Nessa esfera, enquanto o Brasil inteiro estava torcendo e vibrando com a seleção brasileira de futebol, prisioneiros políticos foram torturados nos porões da ditatura e muitos tornaram-se vítimas do regime.
SHIKIDA e SHIKIDA. É o futebol o ópio do povo?
Uma abordagem econômica preliminar.
Belo Horizonte: Ibmec – MG, 2004 (adaptado).

O texto retrata a relação do esporte com a política governamental. No contexto citado, o esporte foi utilizado como estratégia para

A) desviar a atenção da população sobre os graves problemas sociais.

B) estimular um sentimento participativo na população, permitindo a tomada de decisões.

C) propiciar um sentimento competitivo na sociedade, demonstrando perspectivas de superação.

D) acentuar a necessidade de se criar um sentimento colaborativo nacional que vislumbrasse o desenvolvimento do país.

GABARITO.

QUESTÃO 22

MONFORTE, L. Fotografia pensante. São Paulo: Senac, 1997.

(ENCCEJA 2018) As imagens retratam um pin-hole, mecanismo construído por meio de uma lata pintada com tinta preta por dentro, com um pequeno orifício para a passagem da luz externa. Ele é montado para receber, em seu interior, um papel especial sensível à luz, com o qual se produz uma

A) xilogravura.

B) fotografia.

C) colagem.

D) pintura.

GABARITO.

QUESTÃO 23

Por que vocês não deixam o Tarzan jogar também? Ele é muito chato. Fica querendo ganhar no grito.

(ENCCEJA 2018) O quadrinho nos mostra expressões do corpo em função das reações provocadas pelas emoções que sentimos.

Possuímos formas diferentes de expressar nossos sentimentos para que possamos ser entendidos e, dessa forma, nos relacionar com as pessoas.

Assim, o corpo é visto como um(a)

A) meio de expressão pelo qual o indivíduo revela sentimentos da coletividade.

B) meio de comunicação por movimentos padronizados seguindo uma determinada regra universal.

C) forma pessoal de nos expressarmos e de nos comunicarmos no mundo e com o mundo.

D) forma de manifestação artística que é o modo como nos comunicamos com as demais pessoas cotidianamente.

GABARITO.

QUESTÃO 24
aquele amor poderia ter me matado
como mata centenas de mulheres por aí
certos amores não passam
de uma bomba a ser desativada a tempo
MEDEIROS, M. Poesia reunida. Porto Alegre: LP&M, 1999.

(ENCCEJA 2018) Os versos de Martha Medeiros abordam um tema universal na literatura: o amor. No poema, esse sentimento adquire expressividade poética por meio do seguinte recurso:

A) Emprego de versos curtos em estrofes simétricas.

B) Referência a um histórico de violência passional.

C) Ausência de sinais gráficos de pontuação e de maiúsculas.

D) Aproximação inusitada de termos sem afinidade semântica.

GABARITO.

QUESTÃO 25
¡Pobre gerundio!

Parecería que el gerundio ha venido al mundo a sufrir y causar sufrimiento. El pobre… Hay maestros y editores, incluso, que prohíben su uso. Pero hacer eso es como prohibir el bikini o la minifalda. Los gerundios no son ni malos ni pecaminosos. Bien utilizados, resultan expresivos.

No hay nada mejor que el gerundio para expresar una acción que se encuentra en el proceso de su realización.
COHEN, S. Disponível em: www.sandrocohen.org. Acesso em: 29 set. 2013.

(ENCCEJA 2018) O fragmento apresenta uma reflexão sobre o uso do gerúndio na língua espanhola. Para apoiar sua argumentação, o autor compara o gerúndio ao(s)

A) professores e aos editores.

B) maus e aos pecaminosos.

C) mundo e ao sofrimento.

D) biquíni e à minissaia.

GABARITO.

QUESTÃO 26
La zorra con la barriga llena

Una zorra hambrienta encontró en el tronco de una encina unos pedazos de carne y de pan que unos pastores habían dejado escondidos en hueco. Y entrando en dicho hueco, se los comió todos.

Pero tanto comió y se le agrandó tanto el vientre que no pudo salir. Empezó a gemir y a lamentarse del problema en que había caído.

Por casualidad pasó por allí otra zorra, y oyendo sus quejidos se le acercó y le preguntó qué le ocurría. Cuando se enteró de lo acaecido, le dijo:

— ¡Pues quédate tranquila hermana hasta que vuelvas a tener la forma en que estabas, entonces de seguro podrás salir fácilmente sin problema!
Disponível em: www.fabulasconmoraleja.com.
Acesso em: 29 set. 2013.

(ENCCEJA 2018) A fábula tem como uma de suas características apresentar uma moral. Nessa fábula, a moral adequada é:

A) A vitória nem sempre é do mais forte.

B) Quem muito quer, nada consegue.

C) Falar é fácil, fazer é que é difícil.

D) Com paciência se resolvem muitas dificuldades.

GABARITO.

QUESTÃO 27

As tirinhas apresentam humor pelo uso de linguagem verbal e não ver

(ENCCEJA 2018) As tirinhas apresentam humor pelo uso de linguagem verbal e não verbal. O que causa o humor nessa tirinha?

A) O fato de o personagem ter realmente acreditado na resposta.

B) A pergunta feita pelo personagem à sua colega na hora da prova.

C) O fato de o personagem estar tentando colar da colega.

D) A resposta dada pela menina à pergunta feita pelo personagem.

GABARITO.

QUESTÃO 28
(ENCCEJA 2018) Um bate-bola entre amigos numa rua ou numa praia é uma atividade de lazer. Uma caminhada a pé ou de carro, sem rumo, também o é.

Dessa mesma forma, lazer é assistir a uma palestra de um escritor ou sobre um tema que se aprecie. Ou cuidar, em casa, de plantas, animais ou pequenos consertos.

Ou assistir à novela, ao noticiário de tevê. Ler jornais. Frequentar um grupo informal ou formal, sob pretextos sérios ou banais. Ir ao cinema, ao teatro ou a um estádio de futebol. Viajar em férias ou nos fins de semana.
CAMARGO, L. O. O que é lazer. São Paulo: Brasiliense, 1984.

O texto trata do lazer em suas diversas formas. Um elemento básico de uma atividade de lazer é

A) ser uma prática prazerosa e espontânea.

B) estar relacionada a exercícios físicos.

C) exigir disciplina e sistematização.

D) estar vinculada a viagens.

GABARITO.

QUESTÃO 29
Nói não pudemo istudá.
Vivemo na sujeição
dessa madrasta: a pobreza!
Se arguma coisa sabemo
é somente o qui aprendemo
nesse livro: a natureza!

Porém, doutô, nós matuto,
samo pão da mesma massa
qui fizero vasmicê.
A diferença mardita
é as lêta qui tão iscrita
qui a gente óia e não lê.
ZEPRAXÉDI. Meu siridó. Natal: Fundação José Augusto, 1977.

(ENCCEJA 2018) A oposição entre as palavras “doutô” e “matuto” revela que a variação da língua pode ser determinada pelo(a)

A) nível social.
B) faixa etária.
C) percurso histórico.
D) formação acadêmica.

GABARITO.

QUESTÃO 30

uma aula e boa quando

(ENCCEJA 2018) Os gráficos são utilizados em vários meios de comunicação e servem para que o leitor possa visualizar as informações de forma sintética.

Nesse caso específico, o gráfico apresentado teve a função de

A) informar a opinião de professores e alunos sobre o que é considerado uma boa aula.

B) mostrar que o diálogo e a interação são muito importantes para uma boa aula.

C) demonstrar que o aluno aprende mais quando o professor sabe explicar.

D) divulgar a opinião dos alunos sobre o que é considerado uma boa aula.

GABARITO.

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