Prova UNESP 2019 (2ª Fase) com Resolução

Prova UNESP 2019 (2ª Fase) com Resolução

Ciências Humanas

Analise a letra da canção “Mulheres de Atenas”, de Chico Buarque e Augusto Boal, composta em 1976, para responder à questão 01.

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas
Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem, imploram
Mais duras penas
Cadenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos, poder e força de Atenas
Quando eles embarcam, soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam sedentos
Querem arrancar violentos
Carícias plenas
Obscenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos, bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar o carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas
Helenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito nem qualidade
Têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas
Morenas [...]
(Chico Buarque, letra e música, 1989.)

QUESTÃO 01
UNESP 2019
a) Cite duas referências míticas presentes na canção.

b) Identifique duas características da condição da mulher na Atenas antiga, citando o trecho da canção que as menciona.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 02
UNESP 2019: Observe a tela Tiradentes esquartejado, de Pedro Américo, pintada em 1893.


a) Indique o momento histórico em que a tela foi pintada e cite uma dificuldade política, social ou econômica vivida naquele momento.

b) Identifique, através da análise da imagem, um elemento visual que acentue seu caráter dramático e um elemento visual que enfatize a caracterização de Tiradentes como mártir.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 03
UNESP 2019: No livro The Moral Consequences of Economic Growth, Benjamin Friedman, professor de economia política [da Universidade] de Harvard, parte de vasta evidência histórica para defender que o crescimento econômico não é um facilitador apenas de melhorias materiais, mas também da liberdade, da tolerância, da justiça e da democracia.

[...]

Nos anos 1930, os Estados Unidos conseguiram fortalecer os valores democráticos em meio à Grande Depressão. O autor atribui essa sorte ao New Deal do presidente Roosevelt, que qualifica como uma tentativa de “disseminar a oportunidade econômica o mais amplamente possível”. Considera que [...] o caminho escolhido foi “deliberadamente pluralista e inclusivo”, com o objetivo não somente de restaurar a prosperidade econômica, mas de criar maior igualdade de oportunidades.

a) Indique duas características do New Deal.

b) Identifique e explique a ideia central do primeiro parágrafo do texto.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 04
UNESP 2019: O sr. ATO cinco e a sra. NAÇÃO BRASILEIRA, ambos brasileiros casados

a) Identifique e explique o que é o “sr. ATO cinco”.

b) Escolha dois dos quatro artigos do “pedido de divórcio” e justifique as afirmações neles apresentadas.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 05
UNESP 2019: Aquilo que hoje chamamos “globalização” esteve na mira da classe capitalista o tempo todo.

Se o desejo de conquistar o espaço e a natureza é uma manifestação de algum anseio humano universal ou um produto específico das paixões da classe capitalista, jamais saberemos. O que pode ser dito com certeza é que a conquista do espaço e do tempo, assim como a busca incessante para dominar a natureza, há muito tempo tem um papel central na psique coletiva das sociedades capitalistas. Apesar de todos os tipos de críticas, acusações, repulsas e movimentos políticos de oposição, [...] ainda prevalece a crença de que a conquista do espaço e do tempo, bem como da natureza (incluindo até mesmo a natureza humana), está de algum modo a nosso alcance.
(David Harvey. O enigma do capital, 2011.)

a) Explique como a conquista do espaço e do tempo se realizou na globalização.

b) Mencione, sob o ponto de vista ambiental, duas críticas ao processo de globalização.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 06
UNESP 2019: A Bayer se converteu, no dia 07.06.2018, em líder mundial de sementes, fertilizantes e pesticidas – o grupo farmacêutico e agroquímico alemão anunciou a compra da americana Monsanto. A fusão deve criar uma empresa com o controle de mais de um quarto do mercado mundial de sementes e pesticidas. Na resistência a esse tipo de produção estão aqueles que empregam sementes crioulas, diferentes daquelas que resultam de um processo caro e que só pode ser feito em laboratório.
(Katarine Flor. www.brasildefato.com.br, 08.06.2018. Adaptado.)

a) O que são sementes “crioulas” e quem as utiliza?

b) Cite dois motivos pelos quais o agronegócio emprega sementes não crioulas.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 07
UNESP 2019: Perfil esquemático da estrutura interna da Terra (valores médios)


a) Defina litosfera e astenosfera.

b) Considerando a dinâmica interna do planeta, explique o funcionamento das correntes de convecção no interior da Terra e identifique a sua manifestação superficial.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 08
UNESP 2019: “Oceanos” de plástico

Oceanos de plástico

a) O combate à poluição por plástico foi um dos principais problemas debatidos pela ONU em 2018. Mencione uma consequência da poluição dos oceanos por plástico e o país que mais tem contribuído para esse problema.

b) Identifique os dois mecanismos responsáveis pela concentração de plásticos nos cinco giros oceânicos destacados.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 09
Texto 1
Qual seria a [religião] menos má? Não seria a mais simples? Não seria a que ensinasse muita moral e poucos dogmas? A que se empenhasse em tornar os homens justos sem os tornar absurdos? A que não ordenasse a crença em coisas impossíveis, contraditórias, injuriosas para a Divindade e perniciosas para o gênero humano e não se atrevesse a ameaçar com penas eternas quem quer que tivesse um juízo normal? Não seria a que não sustentasse a sua crença com carrascos e não inundasse a terra com sangue por causa de sofismas ininteligíveis? […] A que unicamente ensinasse a adoração de um só Deus, a justiça, a tolerância e a humanidade?
(François M. A. de Voltaire. Dicionário filosófico, 1984.)

Texto 2
[A religião cristã] ensina […] aos homens estas duas verdades: tanto que há um Deus de que os homens são capazes, quanto que há uma corrupção na natureza que os torna indignos dele. Importa igualmente aos homens conhecer um e outro desses pontos; e é igualmente perigoso para o homem conhecer a Deus sem conhecer a própria miséria, e conhecer a própria miséria sem conhecer o Redentor que pode curá-lo dela. Um só desses conhecimentos faz ou a soberba dos filósofos que conheceram a Deus, e não a sua miséria, ou o desespero dos ateus, que conhecem a sua miséria sem o Redentor.
(Blaise Pascal. Pensamentos, 2015.)

UNESP 2019
a) Com base no texto 1, justifique por que Voltaire foi um pensador que defendeu a emancipação do gênero humano. Explique por que o caráter dogmático da religião é irracionalista.

b) Justifique por que o texto 2 apresenta um olhar positivo sobre a religião, quando comparado ao texto 1. Explique por que Pascal pode ser considerado um teólogo.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 10
Texto 1
O Iluminismo não é somente uso crítico da razão; é também o compromisso de utilizar a razão e os resultados que ela pode obter nos vários campos de pesquisa para melhorar a vida individual e social do homem. O compromisso de transformação, próprio do Iluminismo, leva à concepção da história como progresso, ou seja, como possibilidade de melhoria do ponto de vista do saber e dos modos de vida do homem. Por outro lado, na cultura contemporânea, a crença no progresso foi muito abalada pela experiência das duas guerras mundiais e pelas mudanças que elas produziram no campo da história.
(Nicola Abbagnano. Dicionário de filosofia, 2000. Adaptado.)

Texto 2
Há um quadro de [Paul] Klee que se chama Angelus Novus. Representa um anjo que parece querer afastar-se de algo que ele encara fixamente. Seus olhos estão escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas. O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado. Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar os fragmentos. Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las. Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos progresso.
(Walter Benjamin. “Sobre o conceito de história”.
In: Magia e técnica, arte e política, 1987.)

UNESP 2019
a) De acordo com o texto 1, qual é a relação entre razão e progresso? Explique o papel contraditório da ciência para a realização do progresso na história.

b) Cite as informações do texto 1 que justificam a concepção de Walter Benjamin sobre o progresso. Explique por que, segundo Benjamin, a história pode ser entendida como progresso da barbárie.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 11
Texto 1
Para René Descartes, o que fundamenta o método universal para conhecer o mundo é a reta razão, que pertence a todos os homens, sendo “a coisa mais bem distribuída do mundo”. Mas o que é essa reta razão? “A faculdade de julgar bem e distinguir o verdadeiro do falso é propriamente aquilo que se chama bom senso ou razão, que é naturalmente igual em todos os homens”. A unidade das ciências remete à unidade da razão. E a unidade da razão remete à unidade do método. O saber deve basear-se na razão e repetir sua clareza e distinção, que são os únicos pressupostos irrenunciáveis do novo saber.
(Giovanni Reale e Dario Antiseri. História da filosofia, 1990. Adaptado.)

Texto 2
Quase sem exceção, os filósofos colocaram a essência da mente no pensamento e na consciência. O homem era o animal consciente, o animal racional. Mas, para Schopenhauer, a consciência é a simples superfície da nossa mente. Sob o intelecto consciente está a vontade inconsciente, uma força vital, persistente, uma vontade de desejo imperioso. Às vezes, pode parecer que o intelecto dirija a vontade, mas só como um guia conduz o seu mestre. Nós não queremos uma coisa porque encontramos motivos para ela, encontramos motivos para ela porque a queremos; chegamos até a elaborar filosofias e teologias para disfarçar os nossos desejos. Daí a inutilidade da lógica: ninguém jamais convenceu alguém usando a lógica. Para convencer um homem, é preciso apelar para o seu interesse pessoal, seus desejos, sua vontade.
(Will Durant. A história da filosofia, 1996. Adaptado.)

UNESP 2019
a) Com base no texto 1, justifique por que o método de Descartes aspira à universalidade. Explique a importância da matemática para a produção de conhecimentos dotados de clareza e distinção.

b) Em que consiste a ruptura filosófica estabelecida por Schopenhauer na relação entre razão e emoção? Explique a diferença entre Descartes e Schopenhauer quanto ao papel da consciência na relação com a realidade.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 12
UNESP 2019: Copérnico tira a Terra do centro do Universo e, com ela, o homem. A revolução científica não consistiu somente em adquirir teorias novas e diferentes das anteriores sobre a astronomia, o corpo humano e o planeta. A revolução científica foi uma revolução da ideia de saber e de ciência. A ciência não é mais a intuição privilegiada do mago ou astrólogo iluminado, mas sim investigação e discurso sobre o mundo da natureza. Tratou-se de um processo verdadeiramente complexo que encontra seu resultado mais claro na autonomia da ciência em relação às proposições de fé. O discurso qualifica-se porque procede com base nas experiências sensatas e nas demonstrações necessárias. A ciência é ciência experimental. É através do experimento que os cientistas tendem a obter proposições verdadeiras sobre o mundo.
(Giovanni Reale e Dario Antiseri. História da filosofia, 1990. Adaptado.)

a) A qual tese de Copérnico o texto faz referência? Explique a diferença entre a “intuição do mago” e a “ciência experimental”.

b) Justifique, com base no texto, por que a revolução científica implicou a superação do teocentrismo. Explique a importância do experimento para a superação de concepções dogmáticas de mundo.

RESOLUÇÃO.

Ciências da Natureza e Matemática

QUESTÃO 13
UNESP 2019: O Batrachochytrium dendrobatidis é um fungo aquático considerado uma iminente ameaça aos anfíbios nas regiões tropicais. Esse fungo vive somente na pele dos anfíbios adultos e na boca dos girinos, alimentando-se de queratina e causando hiperqueratose, que é o espessamento da camada de queratina na pele. Porém, o B. dendrobatidis é capaz de sobreviver sem causar a doença em outras duas espécies, a rã-touro e a rã aquática africana.
(Vanessa K. Verdade et al. “Os riscos de extinção de sapos, rãs
e pererecas em decorrência das alterações ambientais”.
Estudos avançados, 2010. Adaptado.)

A figura mostra o ciclo de vida do fungo que tem os anfíbios como hospedeiros.


a) Que tipo de reprodução assexuada ocorre no ciclo de vida do B. dendrobatidis? Qual o papel ecológico da rã-touro ao abrigar o fungo na pele?

b) Que condição abiótica na pele dos anfíbios propicia a instalação e o crescimento do B. dendrobatidis? Por que o espessamento da camada de queratina na pele compromete a sobrevivência dos anfíbios?

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 14
UNESP 2019: A vacina de DNA é composta por um plasmídeo que carrega um gene de interesse que codifica um antígeno. A administração da vacina pode ser com seringa, via intramuscular, ou pelo sistema gene gun, que consiste no disparo sobre a pele de microesferas metálicas recobertas com os plasmídeos modicados. Uma vez na célula, o gene é expresso no plasmídeo.


a) De quais organismos os plasmídeos são obtidos? Que moléculas biológicas são empregadas no corte dos plasmídeos para a inserção do gene de interesse?

b) Por que é necessário que o plasmídeo modificado entre no núcleo da célula para que a vacina funcione e promova a resposta imunológica?

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 15
UNESP 2019: O Pezosiren portelli foi um mamífero quadrúpede terrestre, ancestral das espécies de peixe-boi atuais, que viveu há 50 milhões de anos. Há 23 milhões de anos, havia na Amazônia um braço de mar, o Lago Pebas, habitado por peixes-boi de água salgada. Há 8 milhões de anos, este braço de mar fechou-se e confinou os animais em um ambiente de água doce. Ao longo da evolução, estes animais originaram o atual peixe-boi-da-amazônia.

Pezosiren portelli

a) Comparando-se os esqueletos do P. portelli e do peixe-boi-da-amazônia, há semelhança na organização anatômica dos membros anteriores. Como são classificados estes órgãos quanto à origem embrionária? Por que esta comparação evidencia a divergência evolutiva entre o P. portelli e as espécies de peixe-boi atuais?

b) Justifique como o fechamento do braço de mar e o novo ambiente de água doce levaram à formação da espécie de peixe-boi na bacia do Rio Amazonas.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 16
UNESP 2019: De acordo com a teoria atômica de Dalton, os átomos eram considerados maciços e indestrutíveis, sendo preservados intactos nas transformações químicas. Além disso, o que diferenciava um elemento químico de outro era o peso de seus átomos. Em sua teoria, Dalton não admitia a união entre átomos de um único elemento químico. Átomos de elementos químicos diferentes poderiam se unir, formando o que Dalton denominava “átomos compostos”.

A imagem mostra os símbolos criados por Dalton para representar os elementos químicos hidrogênio e nitrogênio e a substância amônia. Ao lado, há uma tabela com os pesos atômicos relativos estimados por Dalton para esses dois elementos.


a) Escreva a equação da reação de formação da amônia a partir de hidrogênio e nitrogênio, de acordo com a teoria de Dalton. Escreva a equação dessa reação de acordo com os símbolos e conhecimentos atuais.

b) Calcule a razão entre os pesos de nitrogênio e de hidrogênio na amônia, tal como considerada por Dalton, e compare esse resultado com a razão entre as massas desses elementos na molécula de amônia, tal como conhecemos hoje. Admitindo como correta a razão calculada com base nos conhecimentos atuais, indique a diferença percentual, aproximadamente, entre as duas razões calculadas.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 17
UNESP 2019: A vitamina D3 é lipossolúvel e opticamente ativa. Certo laboratório produz e comercializa suplementos dessa vitamina na forma de cápsulas contendo diferentes quantidades de colecalciferol.

Essas quantidades são comumente indicadas por Unidades Internacionais (U.I.) de vitamina D3, que têm sua equivalência em unidades de massa. A tabela foi construída com base em informações da bula desse suplemento, que deve ser usado somente com indicação de profissional de saúde.


a) A partir dos dados da tabela, calcule quanto vale cada U.I. de vitamina D3, em mg de colecalciferol. Indique, na fórmula do colecalciferol reproduzida no campo de Resolução e Resposta, um átomo de carbono quiral responsável pela atividade óptica observada na molécula.


b) Qual é a função orgânica oxigenada presente na estrutura da vitamina D3? Justifique, com base na estrutura molecular do colecalciferol, por que essa vitamina é lipossolúvel.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 18
UNESP 2019: Para se criar truta...

A água é o principal fator para a instalação de uma truticultura. Para a truta arco-íris, entre as principais características da água, estão:

1. Temperatura: os valores compreendidos entre 10 °C e 20 °C são indicados para o cultivo, sendo 0 °C e 25 °C os limites de sobrevivência.

2. Teor de oxigênio dissolvido (OD): o teor de OD na água deve ser o de saturação. A solubilidade do oxigênio na água varia com a temperatura e a pressão atmosférica, conforme a tabela.

Solubilidade do oxigênio na água (mg/L)
Solubilidade do oxigênio na água

a) O que acontece com o teor de OD em uma dada estação de truticultura à medida que a temperatura da água aumenta? Mantida a temperatura constante, o que acontece com o teor de OD à medida que a altitude em que as trutas são criadas aumenta?

b) A constante da lei de Henry (KH) para o equilíbrio da solubilidade do oxigênio em água é dada pela expressão KH = [O2 (aq)] / pO2, em que [O2 (aq)] corresponde à concentração de oxigênio na água, em mol/L, e pO2 é a pressão parcial de oxigênio no ar atmosférico, em atm. Sabendo que a participação em volume de oxigênio no ar atmosférico é 21%, calcule o valor da constante KH, a 16 °C e pressão de 1 atm.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 19
UNESP 2019: Um caminhão de brinquedo move-se em linha reta sobre uma superfície plana e horizontal com velocidade constante.

Ele leva consigo uma pequena esfera de massa m = 600 g presa por um fio ideal vertical de comprimento L = 40 cm a um suporte fixo em sua carroceria.


Em um determinado momento, o caminhão colide inelasticamente com um obstáculo fixo no solo, e a esfera passa a oscilar atingindo o ponto mais alto de sua trajetória quando o fio forma um ângulo θ = 60º em relação à vertical.


Adotando g = 10 m/s²,e desprezando a resistência do ar, calcule:

a) a intensidade da tração no fio, em N, no instante em que a esfera para no ponto mais alto de sua trajetória.

b) a velocidade escalar do caminhão, em m/s, no instante em que ele se choca contra o obstáculo.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 20
UNESP 2019: Uma corda elástica, de densidade linear constante μ = 0,125 kg/m, tem uma de suas extremidades presa a um vibrador que oscila com frequência constante.

Essa corda passa por uma polia, cujo ponto superior do sulco alinha-se horizontalmente com o vibrador, e, na outra extremidade, suspende uma esfera de massa 1,8 kg, em repouso.

A configuração da oscilação da corda é mostrada pela figura 1.


Em seguida, mantendo-se a mesma frequência de oscilação constante no vibrador, a esfera é totalmente imersa em um recipiente contendo água, e a configuração da oscilação na corda se altera, conforme figura 2.


Adotando g = 10 m/s² e sabendo que a velocidade de propagação de uma onda em uma corda de densidade linear μ, submetida a uma tração T, é dada porcalcule:

a) a frequência de oscilação, em Hz, do vibrador.

b) a intensidade do empuxo, em N, exercido pela água sobre a esfera, na situação da figura 2.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 21
UNESP 2019: Em um equipamento utilizado para separar partículas eletrizadas atuam dois campos independentes, um elétrico,, e um magnético,perpendiculares entre si.

Uma partícula de massa m = 4 × 10ˉ¹⁵ kg e carga q = 8 × 10ˉ⁶ C parte do repouso no ponto P, é acelerada pelo campo elétrico e penetra, pelo ponto Q, na região onde atua o campo magnético, passando a descrever uma trajetória circular de raio R, conforme a figura.

conforme a figura

Sabendo que entre os pontos P e Q existe uma diferença de potencial de 40 V, que a intensidade do campo magnético é B = 10ˉ³ T e desprezando ações gravitacionais sobre a partícula eletrizada, calcule:

a) a intensidade do campo elétrico, em N/C.

b) o raio R, em m, da trajetória circular percorrida pela partícula na região em que atua o campo magnético.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 22
UNESP 2019: Na figura, as retas AB e CD são paralelas, assim como as retas AD e BC. A distância entreeé 3 cm, mesma distância entree


a) Calcule o perímetro do paralelogramo ABCD, formado pelas intersecções das retas, na situação em que α = 60º.

b) Considere que S seja a área do paralelogramo ABCD representado na figura. Determine S em função de α e determine a área mínima do paralelogramo ABCD.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 23
UNESP 2019: Os gráficos a seguir referem-se às funções exponenciais f e g, de |R em  |R em |R, definidas por f(x) = a · bˣ e g(x) = c + c · dˣ,com a, b, c e d sendo números reais, 0 < b ≠ 1 e 0 < d ≠ 1.


a) Determine a função f e as coordenadas do ponto de intersecção do seu gráfico com o eixo y.

b) Determine a função g e a equação da assíntota do seu gráfico.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 24
UNESP 2019: Bianca está preparando saquinhos com balas e pirulitos para os convidados da festa de aniversário de sua filha. Cada saquinho irá conter 5 balas e 3 pirulitos, ou 3 balas e 4 pirulitos, já que ambas as combinações resultam no mesmo preço.

Para fazer os saquinhos, ela dispõe de 7 sabores diferentes de balas (limão, menta, morango, framboesa, caramelo, canela e tutti-frutti) e 5 sabores diferentes de pirulito (chocolate, morango, uva, cereja e framboesa). Cada bala custou 25 centavos e cada pirulito custou x centavos, independentemente dos sabores.

a) Quantos tipos diferentes de saquinhos Bianca pode fazer se ela não quer que haja balas de um mesmo sabor nem pirulitos de um mesmo sabor em cada saquinho? Qual o preço de cada pirulito?

b) Quantos tipos diferentes de saquinhos Bianca pode fazer se ela não quer que haja sabores repetidos em cada saquinho?

RESOLUÇÃO.

Linguagens e Códigos

QUESTÃO 25
UNESP 2019: Examine a pintura do artista holandês Pieter Claesz (1597-1661) e a tradução da expressão latina Memento mori.

pintura do artista holandês Pieter Claesz

Memento mori: Lembra-te de que morrerás.
(Renzo Tosi (org.). Dicionário de sentenças latinas e gregas, 2010.)

a) Além da caveira, que outro elemento retratado na pintura de Pieter Claesz alude à expressão Memento mori? Justifique sua resposta.

b) Tendo em vista o contexto de sua produção, a temática explorada pela pintura remete mais diretamente a qual escola literária? Justifique sua resposta.

RESOLUÇÃO.

Leia o poema de Manuel Bandeira (1886-1968) para responder às questões de 26 a 28.

Poema tirado de uma notícia de jornal
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número.
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

QUESTÃO 26
UNESP 2019
a) Cite uma característica distintiva da poesia lírica que não se encontra nesse poema.

b) Cite três elementos que evidenciam o caráter narrativo desse poema.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 27
UNESP 2019
a) De que modo o fato de morar “num barracão sem número” contribui para a caracterização de João Gostoso?

b) Cite dois elementos da linguagem jornalística presentes no poema.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 28
UNESP 2019
a) Em que verso se verifica um desvio em relação à norma-padrão da língua escrita (mas recorrente na língua oral)? Reescreva o verso, corrigindo esse desvio.

b) Cite duas características, uma de natureza temática e outra de natureza formal, que afastam esse poema da tradição parnasiano-simbolista.

RESOLUÇÃO.

Leia o trecho do ensaio “A transitoriedade”, de Sigmund Freud (1856-1939), para responder às questões 29 e 30.

Algum tempo atrás, fiz um passeio por uma rica paisagem num dia de verão, em companhia de um poeta jovem, mas já famoso. O poeta admirava a beleza do cenário que nos rodeava, porém não se alegrava com ela. Era incomodado pelo pensamento de que toda aquela beleza estava condenada à extinção, pois desapareceria no inverno, e assim também toda a beleza humana e tudo de belo e nobre que os homens criaram ou poderiam criar. Tudo o mais que, de outro modo, ele teria amado e admirado, lhe parecia despojado de valor pela transitoriedade que era o destino de tudo.

Sabemos que tal preocupação com a fragilidade do que é belo e perfeito pode dar origem a duas diferentes tendências na psique. Uma conduz ao doloroso cansaço do mundo mostrado pelo jovem poeta; a outra, à rebelião contra o fato constatado. Não, não é possível que todas essas maravilhas da natureza e da arte, do nosso mundo de sentimentos e do mundo lá fora, venham realmente a se desfazer. Seria uma insensatez e uma blasfêmia acreditar nisso. Essas coisas têm de poder subsistir de alguma forma, subtraídas às influências destruidoras.

Ocorre que essa exigência de imortalidade é tão claramente um produto de nossos desejos que não pode reivindicar valor de realidade. Também o que é doloroso pode ser verdadeiro. Eu não pude me decidir a refutar a transitoriedade universal, nem obter uma exceção para o belo e o perfeito. Mas contestei a visão do poeta pessimista, de que a transitoriedade do belo implica sua desvalorização.

Pelo contrário, significa maior valorização! Valor de transitoriedade é valor de raridade no tempo. A limitação da possibilidade da fruição aumenta a sua preciosidade. É incompreensível, afirmei, que a ideia da transitoriedade do belo deva perturbar a alegria que ele nos proporciona. Quanto à beleza da natureza, ela sempre volta depois que é destruída pelo inverno, e esse retorno bem pode ser considerado eterno, em relação ao nosso tempo de vida. Vemos desaparecer a beleza do rosto e do corpo humanos no curso de nossa vida, mas essa brevidade lhes acrescenta mais um encanto. Se existir uma flor que floresça apenas uma noite, ela não nos parecerá menos formosa por isso. Tampouco posso compreender por que a beleza e a perfeição de uma obra de arte ou de uma realização intelectual deveriam ser depreciadas por sua limitação no tempo. Talvez chegue o dia em que os quadros e estátuas que hoje admiramos se reduzam a pó, ou que nos suceda uma raça de homens que não mais entenda as obras de nossos poetas e pensadores, ou que sobrevenha uma era geológica em que os seres vivos deixem de existir sobre a Terra; mas se o valor de tudo quanto é belo e perfeito é determinado somente por seu significado para a nossa vida emocional, não precisa sobreviver a ela, e portanto independe da duração absoluta.
(Introdução ao narcisismo, 2010. Adaptado.)

QUESTÃO 29
UNESP 2019
a) Explique sucintamente a diferença entre a visão de Freud e a visão do jovem poeta sobre a transitoriedade do belo.

b) Transcreva do segundo parágrafo uma oração em que a ocorrência de vírgula indica a supressão de um verbo. Identifique o verbo suprimido nessa oração.

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 30
UNESP 2019
a) Identifique os referentes dos pronomes sublinhados no primeiro e no quarto parágrafos.

b) Reescreva o trecho “Era incomodado pelo pensamento de que toda aquela beleza estava condenada à extinção” (1º parágrafo) na voz ativa.

RESOLUÇÃO.

Leia o trecho inicial do romance O Ateneu, de Raul Pompeia (1863-1895), para responder às questões 31 e 32.

“Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta.”

Bastante experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das ilusões de criança educada exoticamente na estufa de carinho que é o regime do amor doméstico; diferente do que se encontra fora, tão diferente, que parece o poema dos cuidados maternos um artifício sentimental, com a vantagem única de fazer mais sensível a criatura à impressão rude do primeiro ensinamento, têmpera brusca da vitalidade na influência de um novo clima rigoroso. Lembramo-nos, entretanto, com saudade hipócrita dos felizes tempos; como se a mesma incerteza de hoje, sob outro aspecto, não nos houvesse perseguido outrora, e não viesse de longe a enfiada das decepções que nos ultrajam.

Eufemismo, os felizes tempos, eufemismo apenas, igual aos outros que nos alimentam, a saudade dos dias que correram como melhores. Bem considerando, a atualidade é a mesma em todas as datas. Feita a compensação dos desejos que variam, das aspirações que se transformam, alentadas perpetuamente do mesmo ardor, sobre a mesma base fantástica de esperanças, a atualidade é uma. Sob a coloração cambiante das horas, um pouco de ouro mais pela manhã, um pouco mais de púrpura ao crepúsculo – a paisagem é a mesma de cada lado, beirando a estrada da vida.

Eu tinha onze anos.

Frequentara como externo, durante alguns meses, uma escola familiar do Caminho Novo, onde algumas senhoras inglesas, sob a direção do pai, distribuíam educação à infância como melhor lhes parecia. Entrava às nove horas timidamente, ignorando as lições com a maior regularidade, e bocejava até às duas, torcendo-me de insipidez sobre os carcomidos bancos que o colégio comprara, de pinho e usados, lustrosos do contato da malandragem de não sei quantas gerações de pequenos. Ao meio-dia, davam-nos pão com manteiga. Esta recordação gulosa é o que mais pronunciadamente me ficou dos meses de externato; com a lembrança de alguns companheiros – um que gostava de fazer rir à aula, espécie interessante de mono louro, arrepiado, vivendo a morder, nas costas da mão esquerda, uma protuberância calosa que tinha; outro adamado, elegante, sempre retirado, que vinha à escola de branco, engomadinho e radioso, fechada a blusa em diagonal do ombro à cinta por botões de madrepérola. Mais ainda: a primeira vez que ouvi certa injúria crespa, um palavrão cercado de terror no estabelecimento, que os partistas denunciavam às mestras por duas iniciais como em monograma.

Lecionou-me depois um professor em domicílio.

Apesar deste ensaio da vida escolar a que me sujeitou a família, antes da verdadeira provação, eu estava perfeitamente virgem para as sensações novas da nova fase. O internato! Destacada do conchego placentário da dieta caseira, vinha próximo o momento de se definir a minha individualidade.
(O Ateneu, 1999.)

QUESTÃO 31
UNESP 2019
a) Que relação o narrador estabelece entre a vida familiar e a vida no internato? Justifique sua resposta.

b) Por que razão o narrador chama de “eufemismo” os “felizes tempos”?

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 32
UNESP 2019
a) Identifique os sujeitos dos verbos “houvesse” e “viesse”, sublinhados no segundo parágrafo.

b) Transcreva o trecho “Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu.” (1º parágrafo) para o discurso indireto.

RESOLUÇÃO.

Leia o texto para responder, em português, às questões 33, 34 e 36.

Medieval Monsters: Terrors, Aliens, Wonders


Monsters captivated the imagination of medieval men and women, just as they continue to fascinate us today. Drawing on the Morgan’s superb collection of illuminated manuscripts, this major exhibition, the first of its kind in North America, will explore the complex social role of monsters in the Middle Ages.

Medieval Monsters will lead visitors through three sections based on the ways monsters functioned in medieval societies. “Terrors” explores how monsters enhanced the aura of those in power, be they rulers, knights, or saints. A second section on “Aliens” demonstrates how marginalized groups in European societies – such as Jews, Muslims, women, the poor, and the disabled – were further alienated by being figured as monstrous. The final section, “Wonders”, considers a group of strange beauties and frightful anomalies that populated the medieval world. Whether employed in ornamental, entertaining, or contemplative settings, these fantastic beings were meant to inspire a sense of marvel and awe in their viewers.

Medieval Monsters: Terrors, Aliens, Wonders runs from June 8 to September 23, 2018 at The Morgan Library & Museum.
(www.themorgan.org, s/d. Adaptado.)

QUESTÃO 33
UNESP 2019
a) De acordo com o primeiro parágrafo, qual é a justificativa para uma exposição de iluminuras de monstros da Idade Média atualmente? Qual é a proposta da exposição?

b) O que os grupos sociais retratados na seção “Aliens” têm em comum? Qual era a consequência, na Idade Média, de se retratar esses grupos sociais como monstros?

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 34
UNESP 2019
a) Com que função eram empregadas as iluminuras da seção “Wonders” na Idade Média? Qual era o efeito produzido sobre o público?

b) Em que seção da exposição a imagem “Siren”, apresentada no texto, poderia estar localizada? Justifique sua resposta com base nas características dos grupos representados em cada seção.

RESOLUÇÃO.

Leia o texto para responder, em português, às questões 35 e 36.

Medi-evil: the monstrous middle ages
Monsters are still everywhere. Godzilla keeps stomping through silver-screen cities, zombies lurch through eight seasons of the TV series “The Walking Dead” and the vampires of “Twilight” nibble necks across thousands of pages of the book series by Stephanie Meyer.

But those looking for some historical context should head to the Morgan Library and Museum in New York to see around 70 works (such as illuminated manuscripts) from the 9th to the 16th century that show how ogres of the imagination have always inspired terror and wonder. In a time when the distant was unknowable, they filled the gaps. Almost always from afar, the monster was a substitute for those perceived to stray from the norm.


Keep your eyes peeled for a perennial medieval favourite, the Blemmyae: disgusting headless humanoids with their faces transplanted onto their chests. These were quite possibly the inspiration for Guillermo Del Toro’s Pale Man in the film Pan’s Labyrinth (2006) – a horrifying fellow whose eyeballs peer out abjectly from his clawed hands.
(https://espresso.economist.com, 09.06.2018. Adaptado.)

QUESTÃO 35
UNESP 2019
a) De acordo com o texto, cite dois exemplos de monstros que ocorrem em obras contemporâneas.

b) De acordo com o texto, que tipo de sensação os monstros Blemmyae despertam? Por que os Blemmyae podem ter sido a inspiração para a criação do Homem Pálido no filme O labirinto do fauno (2006)?

RESOLUÇÃO.

QUESTÃO 36
UNESP 2019
a) De acordo com o texto, a exposição no Morgan Library and Museum abrange qual período histórico? Quantas obras compõem a exposição?

b) No trecho do segundo parágrafo “Almost always from afar, the monster was a substitute for those perceived to stray from the norm”, os trechos sublinhados podem se referir a que grupos sociais identificados no texto anterior “Medieval Monsters: Terrors, Aliens, Wonders”? Justifique sua resposta.

RESOLUÇÃO.


Prova UNESP 2019 (2ª Fase) com Resolução Prova UNESP 2019 (2ª Fase) com Resolução Reviewed by Redação on janeiro 07, 2019 Rating: 5

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.